Na autenticidade mora o extraordinário
Do storytelling ao storyliving: como as marcas do futuro vão existir na vida das pessoas
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Vitória Estrioli
10/14/20253 min ler


Por décadas, o branding se apoiou no storytelling: contar histórias para criar conexão, transmitir valores e gerar reconhecimento. Mas o consumidor mudou e hoje, contar não basta. É preciso fazer viver, transformar narrativas em experiências tangíveis, sensoriais e significativas. É aqui que surge o conceito de storyliving. Vem entender!
O consumidor como protagonista
O que antes era público passivo agora participa ativamente das histórias das marcas. Ele não quer só saber quem você é, ele quer sentir, tocar, interagir e se ver dentro do universo que você propõe.
Marcas que entendem isso vão além do marketing tradicional, elas criam ecossistemas: produtos, espaços, conteúdos e interações que fazem o consumidor viver a essência da marca no dia a dia. É o passo além da narrativa: é a marca se tornando experiência imersiva.
Storytelling x Storyliving
O storytelling funciona como mapa: define caminho, valores, tom de voz. Mas sozinho, ele corre o risco de virar discurso vazio se não houver vivência. O storyliving, por outro lado, é arquitetura de experiência: cada ponto de contato é pensado para que a pessoa não apenas ouça a história, mas se insira nela. Isso pode ocorrer:
Fisicamente: lojas e espaços que refletem a identidade da marca, com design, cores e materiais que envolvem o consumidor.
Digitalmente: redes sociais, apps, gamificação, experiências híbridas que conectam virtual e real.
Sensorialmente: produtos, embalagens, áudio, cheiro, textura — qualquer elemento que envolva o corpo e a mente.
O case brasileiro: Farm Rio e a Farm etc.
No Brasil, Farm Rio é referência em storyliving. Mais do que roupas, a marca criou um universo completo de lifestyle no lançamento da Farm Etc. E o melhor: usa a essência verdadeiramente brasileira para criar um movimento de auto valorização cultural. Além disso, criou parcerias estratégicas com grandes marcas como adidas e Corona Cero (a linha zero ácool da Corona) para fortalecer seu propósito e expandir para novos públicos.
Quem compra Farm Rio não leva apenas uma peça de roupa, mas uma experiência cultural, visual e emocional — uma imersão no estilo de vida que a marca propõe. Cada ponto de contato é pensado para que o consumidor sinta que faz parte de algo maior, autêntico e aspiracional.
Branding como ecossistema
O grande salto estratégico é perceber que branding não é identidade visual ou slogan, e sim um ecossistema. A Aganju entende que cada ponto de contato — do logotipo ao espaço físico, do digital ao sensorial — precisa ser coerente e conectado.
Marcas que implementam storyliving se destacam por:
Engajar emocionalmente: o consumidor não esquece experiências que tocou de fato.
Aumentar percepção de valor: experiências imersivas elevam o posicionamento da marca.
Criar fidelidade genuína: clientes se tornam protagonistas, defensores e embaixadores.
Como aplicar na prática
Mapear o universo da marca: valores, missão, estética e narrativa central.
Identificar pontos de contato: online e offline, produto, espaço, conteúdo.
Projetar experiências sensoriais: toque, visão, som, cheiro, movimento.
Medir engajamento: não apenas vendas, mas tempo de interação, sentimento, referência e repercussão.
Na Aganju, acreditamos que o futuro do branding é existir na vida das pessoas como uma peça chave. Nossa abordagem combina design, arquitetura, arte e comunicação para criar universos de marca que vão além do visual, entregando experiências completas e memoráveis.
Storyliving não é tendência passageira, mas representa a evolução natural da marca em um mundo onde o consumidor quer viver, sentir e participar. É importante entender: marcas que contam histórias sobreviverão, mas as que fazem as pessoas viverem essas histórias irão liderar o futuro.


Campanha publicitáriada Farm Etc
Fonte: Farm Rio
Loja da Farm Rio no Rio Design Barra.
Fonte: Fashion Network, 2025.